Resenhando (#12)

A leitura dessa semana foi o livro “Fortaleza Digital” de Dan Brown. Claro que todos que gostam de livros ou cinema conhecem o autor, que alcançou uma fama avassaladora com o premiadíssimo “O Código da Vinci”, que posteriormente virou filme com Ton Hanks e abalou toda a estrutura da Igreja Católica e gerou revolta nos tradicionalistas.

Fortaleza Digital – Primeiro lampejo do estilo Dan Brown

Mas voltando ao Fortaleza Digital, foi o primeiro romance escrito pelo autor, e não obteve muito sucesso quando foi lançado, mas depois do sucesso de “O Código da Vinci” teve uma saída muito melhor, com os fãs procurando conhecer as obras anteriores do autor. A verdade é que o livro me passa a sensação de ter sido escrito um pouco antes do tempo, com a temática de criptografia digital, segurança da informação e pirataria de segredos de estado. Talvez no mundo de 2022 ele teria uma repercussão muito maior, mas no final dos anos 90 quando foi lançado, este tema ainda não tinha tanto apelo com o grande público, daí talvez o sucesso não tenha chegado como se esperava.

Na realidade o livro é uma obra Dan Brown do início ao fim. Aliás, tanto esse quanto o livro seguinte “Ponto de Impacto”, que também não teve tanto sucesso, são obras com o mesmo DNA dos sucessos “O Código da Vinci” e “Anjos e Demônios”. Todos os elementos que compõem a narrativa de Dan Brown estão ali presentes: uma história eletrizante em ritmo acelerado, no qual há um problema urgente a ser resolvido em que o protagonista corre contra o tempo para solucionar o mistério e salvar a situação. Tem também a divisão entre duas frentes, há o mocinho correndo atrás no campo e um “guru” que o recrutou para a missão por detrás acompanhando a missão de longe, mas com uma relevância enorme no desenrolar da história. Há ainda a perspectiva do vilão, na qual acompanhamos o desenrolar de suas peripécias para frustrar os planos dos “mocinhos” na história, até o momento em que as duas narrativas sem cruzam no clímax da história.

É um livro muito bom, no final das contas. É cativante, prende o leitor do início ao fim e a narrativa acelerada instiga a chegar ao final da história o quanto antes. Talvez falte um protagonista carismático como Robert Langdon, e talvez por estar acostumado com a dinâmica dos livros que tem o professor de Harvard como protagonista, mas senti falta de uma explicação mais detalhada e até professoral de alguns temas abordados na obra. Isso enriquece a leitura, e ao menos para mim, torna ainda mais interessante, porém nada que atrapalhe no desenrolar do cerne da história.

Acredito que o autor ainda estava moldando o seu estilo nesse primeiro livro, daí a história parecer um tanto verde em comparação com as obras seguintes, mas é um livro muito interessante, com uma história legal que vale a pena a leitura e recomendo a quem queira um livro intenso, bem no estilo do autor. Nota 4/5.